Colecionáveis Quadrinhos

Fazendo as estátuas dos Túnicas Azuis, Chesterfield e Blutch, em resina Epóxy

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Escrito por PH
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rfgfgffgfgdEmbora a maioria não acompanhe os lançamentos lusitanos em banda desenhada, gostaria de informar que a série dos Túnicas Azuis saiu recentemente numa seleção de 15 volumes escolhidos entre 60 pelas Edições ASA de Portugal.

Embalado por essas publicações, percebi o quanto não dei bola para a franquia no passado, por considerá-la uma cópia de Lucky Luke. Essa minha opinião, naquela época, era baseada apenas em seu visual, notadamente semelhante ao da respeitada criação de Morris.

Lendo as HQs editadas nas terras de Cabral, compreendi que estava completamente enganado. Hoje em dia, considero que os Túnicas possuem desempenho melhor do que o do cowboy que atira mais rápido do que a própria sombra. E minha opinião é pautada pelo simples fato de dois personagens funcionarem melhor, a partir do momento em que um serve de contraponto para o outro.

Para quem não conhece ou não se recorda, essa saga do Faroeste que é o paraíso para os amantes do gênero e que tiveram um Forte-Apache na infância teve uma curta vida editorial no Brasil, quando esteve nas prateleiras das livrarias sob a marca da Martins Fontes. Isso aconteceu ainda na década de 1980.

Os Túnicas Azuis tem como protagonistas o Sargento Cornelius Chesterfield e o Cabo Blutch, dois militares de personalidades completamente opostas, cuja improvável amizade é a chave para o sucesso dessa BD. Nossos divertidos e atrapalhados heróis tiveram a autoria original de Raoul Cauvin (roteiro) e Louis Salvérius (arte). Mais tarde, passariam a ser desenhados a partir de 1972 por Lambil, com argumento de Cauvin.

Sua história se passa na segunda metade do século XIX, durante a Guerra Civil que opôs Yankees (Nortistas) aos Confederados (Sulistas). Realizada em cima de pesquisas históricas, além de engraçada, faz o leitor dar de cara com personagens reais, como o Presidente Lincoln e o General Lee.

De tão apaixonado que fiquei por essa HQ, resolvi eu mesmo construir as estátuas de Chesterfield e Blutch. Para tal, ressuscito minha técnica de trabalho com resina Durepox, abandonada há anos por falta de tempo! Já produzi figuras de Asterix, Lucky Luke, Batman, Roger Rabbit, Frankenstein Jr. e Tintin. Essa última citada acabou de ser inteiramente reformada por mim, ganhando novas cores e melhor acabamento. Depois desse delicado trabalho de restauração, me animei a criar os colecionáveis exclusivos dos Túnicas Azuis.

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Meu processo demorado e meticuloso faz com que cada parte seja realizada separadamente! Depois de selecionar um desenho como base e de consultar outros como referência, começo pelos pés e vou subindo até o rosto. E não dá para correr, pois é preciso esperar que a massa seque para focar nos detalhes. O segredo é utilizar massa para secagem em duas horas e manuseá-la sempre com água. No fim, é só lixar, pintar e se divertir! Levo uns 20 dias para terminar! No final, não dá para acreditar no resultado!

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Estou documentando tosa essa minha empreitada e a transformarei num Papo Franco-Belga. Nele, contarei todos os meus segredos para modelar. Lembro que não faço esculturas, já que não parto de um bloco que vai sendo desbastado aos poucos. Eu literalmente inicio do zero e tudo vai surgindo com orgulho em minhas mãos, num método que desenvolvi sozinho! Entenderam a diferença que existe entre escultures e modelistas? São profissionais distintos e que usam técnicas diversas!

Não me contentando em exibir apenas as imagens acima dessa minha jornada artística, aproveito para mostrar abaixo algumas que ando divulgando no Facebook e Instagram. Estou na parte das pernas! Volto em breve com a continuação! E não reparem, pois está tudo ainda muito embrionário!

Por PH.

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Sobre o Autor

PH

É ex-locutor do TOP TV da Record e radialista. Também produz a série Caçador de Coleções e coleciona HQs europeias, nacionais e quadrinhos underground

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