Mostrando as 38 postagens mais recentes de 49 em Março 2010. Mostrar postagens mais antigas
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Desde a morte de Hergé, o criador de Tintin, em 1983, vários artistas europeus tem tentado reproduzir o jeito de desenhar deste belga, cujo nome verdadeiro é George Remi. Todos eles possuem em comum, além do traço, o fato de pertencerem à chamada Ligne Claire, um segmento da nona arte que utiliza cores fortes e pouquíssima ou nenhuma sombra. Podemos citar alguns representantes deste estilo como Joost Swarte, Ted Benoit, René Sterne, André Juillard, Serge Clerc, Floc'h e Yves Chaland. De todos estes, Yves Chaland talvez tenha sido um dos maiores baluartes desta linha de Quadrinhos. Digo tenha sido, pois Chaland faleceu em 1990, vítima de um acidente de carro, deixando uma vasta obra que teve seu auge nos anos 80. Ele publicou suas primeiras pranchas no fanzine Biblipop quando tinha apenas 17 anos. Em 1976, entrou para a Escola de Belas Artes Saint-Etienne na França onde criou sua própria revista, L'Unité de Valeur, junto com o desenhista Luc Cornillon. No ano de 1978 começou a colaborar com a então vanguardista Metal Hurlant, a convite de Pierre Dionnet. Aproveitando o material pubicado por ele nesta revista, lançou seu primeiro álbum, Captivant. Com um estilo bastante retrô, cheio de referências aos anos 50, Chaland criaria ainda os personagens Bob Fish, Adolphus Claar, Le jeune Albert e Freddy Lombard. Em homenagem a este lendário desenhista da Banda Desenhada, PH fez uma ilustração na qual Freddy aparece disputando uma queda de braço com Tintin. Este é mais um encontro impossível saído da Exposição "Deu a Louca nos Super-Heróis", realizada por PH na Aliança Francesa no Rio de Janeiro em 1999. Esta mostra trouxe as misturas mais inusitadas envolvendo o universo dos gibis e desenhos animados. Em breve, publicaremos mais trabalhos do seu Repórter dos Seriados e desenhista nas horas vagas. Aguarde!!!


Não sabia bem em que tipo de profissional eu poderia me transformar um dia. Estes eram os pensamentos que me dominavam na primeira metade da década de 80. É uma dúvida bem comum quando ainda não temos certeza quanto à nossa vocação profissional. Muitos, inclusive, nem tem tempo para descobrir o que querem de verdade e acabam deixando a vida os levar. Em 1985, eu estudava Arquitetura na UFF e por mais que fosse um curso que lidasse com criatividade, tinha muita Matemática. Não tenho vergonha de dizer que fui reprovado em Cálculo 1 por três vezes, num período de um ano e seis meses. Logo vi que não poderia jamais, me tornar aquele careta, porém simpático engravatado da ilustração que eu mesmo criara. Nunca fui dado a formalismos e desejava algo bem diferente para mim. Paletó sempre me pareceu uma coisa impensável. Depois de estudar Construção Naval no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, cursar Programação Visual, Desenho Industrial e Jornalismo na Faculdade da Cidade e estudar inglês e francês por longos anos, cada vez eu ia ficando mais distante daquele burocrático senhor do desenho. Fazer o quê? Nem todo mundo tem que ter uma vida tradicional e certinha e além do mais, existem muitas profissões diferentes por aí e que são também necessárias à nossa sociedade. Acabei me tornando locutor de rádio, profissão que exerço com muito carinho desde 1986. Também sou rádio-ator e programador musical na emissora na qual trabalho, a nativa FM. E sabe qual é o melhor de tudo isto? Não vou parar por aí não. Virei blogueiro e acho que ainda vem muito mais no futuro. Realmente, eu não sou ele. Não me tornei o cara da foto. Seria isto tão ruim?


A cena que vêem é aparentemente simples. Nada mais comum do que um ponto de ônibus. Lá estão um jovem, uma gorda senhora e um idoso que lembra em muito, o famoso cientista polonês Albert Einstein, autor da Teoria da Relatividade. O que pode acontecer à medida que os nossos ilustres personagens forem deixando esta parada de coletivo? Na verdade, esta ilustração é apenas a primeira de seis pranchas que publicaremos em breve nesta matéria. Foi um curto trabalho em Quadrinhos, relizado por PH nos 80. Qual será o desfecho desta corriqueira situação que nós mesmos vivemos todos os dias? A conclusão desta primeira tira exclusiva do Tu já viu, já foi publicada em nosso blog. Procure por: "O Ponto de ônibus, uma História em Quadrinhos de PH" .


O drama da escravidão também não passou despercebido a PH, este artista blogueiro que nos anos 80 teve uma intensa produção gráfica, bastante influenciada pelo Quadrinho franco-belga. Foi no ano de 1988 que este locutor, escultor, editor de vídeo e ex-empresário, criou a ilustração que mostramos agora. PH estudava Programação Visual na Faculdade da Cidade em Ipanema, Rio de Janeiro e fez a gravura para uma das matérias do curso. O selo em homenagem à Abolição da Escravatura nunca foi realizado, de fato, mas mostra como o Quadrinho franco-belga influenciou bastante a vida e o traço de PH. O desenho é nitidamente marcado pelo estilo do desenhista francês François Bourgeon, autor da bem sucedida série “Os Passageiros do Vento”.


Um belo dia, quando tinha vinte e poucos anos, resolvi retratar num simples desenho, os temores que possuía de um mundo que, na minha cabeça, estava prestes a me engolir. E para ilustrar este momento da vida de um jovem, nada melhor do que uma criança apovarada e perseguida pelos seus próprios pesadelos. Imaginei que, ainda menino, andando por um parque deserto, uma estátua pavorosa criasse vida para me assustar. Pelo menos nesta gravura, a primeira atitude daquele garoto perseguido foi a de confronto imediato, algo fundamental que nós, muitas vezes, não fazemos. Medo de alguma coisa eu acho que sempres teremos, mas precisamos ir em frente. Tive de expurgar os meus demônios interiores. Já derrotei vários deles e continuarei a enfrentá-los, um a um, todos que cruzarem a minha caminhada neste planeta. Estes terríveis seres, sempre existirão e cabe a nós confrontá-los desde pequenos, para que não cresçam dentro da gente.


Você nunca imaginou este encontro: Philip Mortimer, célebre arqueólogo, criado por Edgar Pierre Jacobs, segurando em seus braços o herói Tintin, de Hergé, ainda bebê. Este delírio pintado com tinta Ecoline e lápis, só poderia ter saído da cabeça do cartunista de horas vagas, PH. O seu também Repórter dos Seriados e provedor do conteúdo deste blog, pintou este quadro para a Exposição "Deu a Louca nos Super-Heróis" em fins dos anos 90. Nesta mostra, realizada na Aliança Francesa/Centro no Rio de Janeiro, o artista realizou inúmeras misturas entre diversos personagens dos Quadrinhos, colocando-os nas situações mais impossíveis. Aguarde, pois continuaremos a publicar outros trabalhos de PH no Tu já viu.


E com você, caríssimo leitor do Tu já viu, mais um desenho, saído diretamente da exposição "Deu a louca nos Super-Heróis" que aconteceu em fins dos anos 90 na Aliança Francesa, filial centro, na cidade do Rio de Janeiro. Nesta mostra, o também cartunista PH, misturou vários heróis famosos do universo dos gibis, criando encontros impossiveis entre diferentes personagens. Publicamos agora, uma ilustração na qual o famoso corredor japonês dos desenhos animados, Speed Racer, é perseguido pelo vilão Dick Vigarista de Hanna-Barbera. A gravura foi feita usando tinta Ecoline e Lápis. Não tem nada de computador. Tu já viu algo assim por aí? Aguardem, pois publicaremos mais trabalhos de PH neste blog. Até lá!!


Houve um tempo na minha vida em que passei muito tempo lendo livros como: "Eram os Deuses Astronautas?" de Erich Von Daniken, "O Mistério da Atlântida de Charles Berlitz", ou mesmo "A História Desconhecida dos Homens" de Robert Charroux. Esses são alguns dos que me lembro de uma infinidade de títulos deste gênero, devorados por meus olhos nos anos 70. Sou fascinado pelos grandes mistérios da Humanidade e sempre achei que ainda existem muitas coisas fantásticas a serem descobertas. Além disso, sempre fui um apaixonado pela Ufologia e pelas civilizações pré-colombianas. Penso que muitos dos mistérios sobre discos voadores que existem no mundo poderiam ser solucionados, estudando estes povos com mais profundidade. Um dia, influenciado por todo este tipo de informação, pintei o quadro que vêem agora no blog. Acho que existe algo semelhante no Deserto de Gobi, na China e se chama "Portal de Gobi". Não estou bem certo, pois já faz muito tempo que pintei esta gravura. Tenho de pesquisar e voltarei em breve com a informação correta. Com certeza, foi alguma foto que vi em algum livro do famoso escritor alemão Erich Von Daniken e que ficou na minha cabeça. De qualquer maneira, fiz questão de publicar. Acho esta ilustração feita com lápis de cor, envolta num certo mistério. É mais uma das minhas pinturas que estarão sempre presentes no Tu já viu. Espero que gostem da arte deste humilde desenhista das horas vagas. Procure mais no tag, Desenhos de PH.

Ao contrário de Hergé, o criador de Tintin, que proibiu a continuação das aventuras do famoso Repórter por outros desenhistas após a sua morte, o mesmo não aconteceu com os personagens Blake e Mortimer do belga Edgar Pierre Jacobs, dois heróis ingleses, um deles agente secreto e o outro arqueólogo, respectivamente Philip Mortimer e Francis Blake que percorrem o mundo enfrentando todo tipo de perigo, entre eles, o maior vilão da Banda Desenhada franco-belga, Olrik, que está por trás da maioria dos problemas encarados por estes dois veteranos dos Quadrinhos. Após o falecimento de Jacobs, antigo colobarador de Hergé, em 1987, vários artistas já retomaram as aventuras destes dois charmosos heróis dos gibis europeus. O texto já passou pelas mãos de Jean Van Hamme e Yves Sente. O desenho também variou de autores como Bob de Moor, Ted Benoit e André Juillard que revezam, à exceção de Bob de Moor já falecido, a confecção de novos álbuns. Infelizmente, uma tragédia se abateu sobre a saga de Blake e Mortimer. Faleceu em 2006 o renomado desenhista René Sterne que desenhava um novo volume da série com o título de "A Maldição dos Trinta Denários". A conclusão do livro teve de ser feita por sua igualmente e talentosa esposa Chantal de Spiegeleer. Foi um momento de muita tristeza para o mundo dos Quadrinhos europeus, pois René era um desenhista muito querido, autor da maravilhosa série Adler. Superado este infeliz acaso do destino, as edições ASA lançaram recentemente esta nova aventura de Blake e Mortimer, que pela primeira vez, envolve um mistério relacionado aos tempos de Jesus na Terra. Não vamos contar mais para não estragar a surpresa de quem for ler o álbum à venda em português, somente em Portugal. Curiosamente, existem duas versões de capas diferentes que mostramos neste artigo. A de cima é a vendida nas livrarias e a de baixo, a encontrada apenas nas lojas Fnac. Nós do Tu já Viu, acabamos de terminar a leitura de "A Maldição dos Trinta Denários e segundo nossa opinião, é um dos melhores de todos os temos. Para nossa felicidade, é apenas a parte um e a conclusão já está sendo ansiosamente esperada. Vamos torcer para que seja editada o mais rápido possível!!


E vem aí mais um grande ícone do passado. De volta ao tão rico mundo da Disney, resgatamos o primeiro de vários manuais que saíram nas bancas de Jornais nos anos 70. Quem não se lembra dos Manuais do Mickey, Tio Patinhas, Escoteiro-Mirim, Peninha, Professor Pardal, Maga e Mim e Gastão? O segundo volume desta série foi justamente o Manual do Tio Patinhas que trazia em sua edição original, uma réplica da moeda número um do pato mais rico de Patópolis. Este luxuoso livro em capa dura circulou em julho de 1972 e felizmente ainda o tenho guardado até hoje. A criançada da época se divertia aprendendo. O Manual do Tio Patinhas falava da origem do dinheiro, e explicava tudo sobre bancos, cheques, seguros e até obras de arte. Totalmente produzido em nosso país por desenhistas brasileiros, este manual deixou saudades. O meu está perfeito, embora sinta falta da moedinha que veio com ele. Esta, se perdeu para sempre!!!


Com vocês, o filmete de lançamento do Livro "A Sétima Noite de Verão". Tivemos o prazer de imaginar na tela por breves dois minutos, um trecho do novo livro de Janaina Tokitaka, esta neta de japoneses fascinada pela cultura oriental. Descubra no Tu já viu, um pouco de "A Sétima Noite de Verão", a adaptação do mágico conto popular Tabanata Matsuri que fala da paixão entre dois jovens deuses enamorados, Orihime e Hikoboshi. É mais um livro publicado pela Editora Escrita Fina que PH transformou em imagens, aproveitando ao máximo as ilustrações da própria Janaina, também responsável pelos belíssimos desenhos do livro. Esperamos que gostem. E aguardem, pois vem aí mais novidades da Escrita Fina.




Ninguém gosta de esperar, ainda mais quando estamos no país da fila. Infelizmente é assim que o Brasil é conhecido por nós, cidadãos que pagamos nossos impostos e encaramos todos os dias, fila de banco, fila no cinema, fila no caixa de Supermercado, fila para fazer a vistoria do carro e muitas outras mais. Existe, entretanto, uma espera que podemos chamar de mais filosófica e é aquela que está ligada à ansiedade por uma reformulação de vida, por um novo rumo, por uma mudança espiritual, enfim, dar uma repaginada grande em nossa existência. Muito antes de se tornar locutor de rádio, PH, ainda nos anos 80 já se sentia assim, esperando por algo que não sabia bem o quê poderia ser. Nessas horas, a melhor coisa a fazer é pegar um papel e escrever ou desenhar o que a gente está sentindo naquele momento. PH preferiu a segunda opção e concebeu a ilustração acima, na qual um jovem sentado em um banco parece estar à espera de algo. O que seria? Um estágio? O primeiro emprego? Estaria esperando para ser chamado pelo médico? E pensar que tudo pode se transformar na vida dele em um instante. Me parece que neste caso, o garoto não tem muito controle sobre o que possa vir a acontecer com ele, mas nós, ao contrário, temos este domínio sobre nossas vidas. Acho que é fundamental estarmos sempre atentos à possibilidade de mudanças. Mudar é importante. Não espere para mudar o que achar necessário. Não tenha medo! Mude para melhor!


De todos os brinquedos que tive em minha infância, talvez nenhum deles tenha representado tanto para mim, quanto o meu inesquecível Fort Apache da Guliver, comprado na antiga Sears de Botafogo no Rio de Janeiro. Lembro que nos anos 70, assistiamos a muitos filmes de Faroeste na TV e programas como Chaparrall e Rin tin tin eram muito comuns na programação das emissoras. Depois, esse gênero caiu bastante no esquecimento, mas naquela época, o negócio era brincar de bandido e mocinho. O bandido era quase sempre o índio. Fazer o quê? Aqueles tempos não eram tão politicamente corretos como hoje em dia. Quem tem mais de 40 anos vai lembrar como este brinquedo era incrível. Só para começar, as paredes do forte eram de madeira maciça. Lembro que no caso das paredes, haviam pregos nas extremidades para facilitar o encaixe entre elas. É claro que hoje em dia isso seria impensável, mas os brinquedos daqueles tempos não levavam em consideração várias questões de segurança que atualmente são indispensáveis. Cá pra nós, eu também nunca soube de alguém que tenha morrido de tétano ao ser furado por um prego de Forte Apache. Exageros a parte, nem tudo era "perigoso" neste brinquedo. Haviam as torres de observação do forte e as cabanas dos índios que eram feitas de plástico. Em relação às cabanas, eu achava isso uma tremenda injustiça. Aliás, esta é a única observação que faço, pois penso que deveriam ser de tecido, como as de verdade. Chegando no quesito tropa, existia uma curiosidade que certamente passou despercebida: os soldados eram pintados com casaco azul claro e calça azul escura, ao contrário dos verdadeiros soldados da cavalaria americana que usavam casaco azul escuro e calça azul clara. Este detalhe em nada atrapalhava a brincadeira da criançada dos anos 70 e eu graças a Deus, tive a sorte de ter o meu Fort Apache da Guliver. Infelizmente, sobraram apenas alguns índios, soldados e cavalos que guardo até hoje com muito carinho. Quem sabe um dia, recupere algumas das inesquecíveis carroças que também faziam parte do Forte?
Caso queira saber mais sobre o assunto Forte Apache, visite o site de Marcos Guazelli www.brinquedos.faroeste.nom.br/ de onde foram tiradas a foto usada neste artigo e as informações referentes à pintura da roupa dos soldados da cavalaria.


Às vezes penso o que nos leva a escrever sobre nossas lembranças do passado. E quando isto vira combustível para um blog, acabamos ficando à mercê de uma espécie de maquininha do tempo interna que funciona completamente à nossa revelia. É como se derrepente algo dentro da gente nos levasse a beber da fonte de um determinado arquivo de memória perdida no tempo. Hoje, pelo menos, eu acho que tenho uma explicação de como esse processo começou e de como terminou. Havia acabado de fazer uma matéria sobre o lendário livro Cinquentenário Disney de 1973 da Editora Abril e comecei a me lembrar de todos esses heróis mágicos que povoaram a minha infância. O mais óbvio seria recordar o Mickey Mouse, o Pateta ou o Pato Donald, mas eis que me veio à cabeça um personagem muito esquisito, bem provavelmente o mais estranho saído da fábrica Disney de sonhos. Os mais novos não devem conhecê-lo, mas eu me lembro muito bem dele como se fosse hoje. Foi a sua feiura que chamou a minha atenção. O nome Esquálidus diz algo para você? Em caso afirmativo, pode estar certo de que está ficando velho, meu amigo. O lado bom é que envelhecer de maneira saudável e com um passado lindo destes dentro de nós é a melhor coisa do mundo. Voltando ao tema deste texto, Esquálidus ou Eega Beeva, no original em inglês foi um personagem concebido pela Disney para representar o que seria o ser humano no futuro, 500 anos à frente de nossa atual existência. Ele é amigo do Mickey, não tem sombra, fala na língua do Pê e é capaz de viajar no tempo, ou seja, tudo a ver com esta matéria. Outra característica deste herói é uma espécie de saia que usa e da qual pode sair qualquer tipo de objeto. Como se já não bastasse tudo isso, Esquálidus também possui horror ao dinheiro. Dá para imaginar alguém assim? Realmente não é um personagem típico da Disney e foi justamente este detalhe que me atraiu para ele, que logo se tornou o meu preferido. Infelizmente, este herói tão incomum desapareceu do cenário das bancas de jornal em fins dos anos 70, depois de ter frequentado as páginas de várias revistas como as saudosas "Almanaque Disney" e "Disney Especial". Esquálidus apareceu pela primeira vez numa aventura dos anos 50 em que Mickey se perde numa caverna na qual acaba encontrando este estranho ser. Graças a isto, ficamos conhecendo um dos seres mais bizarros e encantadores dos gibis. Espero que você tenha gostado deste artigo e talvez até, lembrado de Esquálidus, este feius, pálidus, esquisitus, porém simpáticus personagem da Disney.
 


Era novembro de 1973 quando a Editora Abril resolveu lançar um luxuoso álbum, com a história de Walt Disney, dos personagens que criou e com as melhores aventuras de alguns dos heróis idealizados por este lendário e mágico senhor. O próprio Walt Disney aparece em desenho, apresentado cada uma das estórias do livro. Esta belíssima publicação comemorava os 50 anos da Disney e brindou os leitores brasileiros com uma edição em capa dura de 192 páginas de puro deleite. Como não lembrar deste exemplar que possuo até hoje, com direito até à dedicatória de meus pais? Nunca mais esqueci daquelas palavras: “De Tirre e Salete com amor e carinho para Paulo Henrique e Gustavo Alberto”. Ops!! Acabei de me lembrar que este presente também era para o meu irmão Gustavo. Espero que ele não se importe, mas tratei de confiscar este Cinqüentenário Disney para mim. Não troco e não vendo por nada!!!


"Star Trek IV, The Voyage Home" ou "A Volta para casa" como ficou conhecido no Brasil, foi o quarto longa-metragem desta bem sucedida franquia de filmes de Jornada nas Estrelas para o cinema, produzido em 1986. Na verdade, todos eles, incluindo "A Ira de Khan", "À Procura por Spock" e outros mais, surgiram como continuações da série de TV criada nos anos 60 por Gene Roddenberry. Neste aventura, Kirk e a tripulação da nave Enterprise tem de enfrentar a ameaça de uma sonda alienígena que chega ao nosso planeta com o objetivo de evaporar toda a água dos oceanos. Para evitar uma catástrofe e resolver este mistério, nossos amigos espaciais tem de voltar no tempo para a Terra no ano de 1986. Não vamos contar o resto, para não estragar a supresa de quem não viu o filme ainda. Ilustrando a matéria deste grande sucesso de bilheterias, mostramos uma versão particular do cartaz do filme que PH pintou nos anos 80, como trabalho para o curso de Comunicação Visual da Faculdade da Cidade. Esta peça nunca foi produzida, de verdade, mas fica aqui como uma super curiosidade do Tu já Viu.


Nem só de casas noturnas daçantes vivia a juventude dos anos 80. É bom lembrar que esta década também foi sinônimo de patinação, uma outra grande moda que tomou conta do Brasil. Filmes como Xanadu exportavam esta idéia para o mundo com o auxílio de Olivia newton John, a melhor garota propaganda que este esporte já teve. No Rio de janeiro não poderia ser diferente. Ao lado do também extinto Tivoli Park e da famosa Discoteca Papagaio no bairro da Lagoa surgiu o melhor templo de patinação que já houve. Ricardo Amaral, criador do Roxy Roller, soube como ninguém, administrar este lugar que ficaria na história do entretenimento. Infelizmente, como tudo que é bom acaba, o Roller chegou ao fim quando ainda na segunda metade da década de 80 surgiu o movimento musical conhecido como New Wave. Era a hora do Roxy Roller se transformar em Mamão com Açúcar, outro grande sucesso de Ricardo Amaral, empresário que sempre esteve atento aos modismos, estando por trás de muitos empreendimentos voltados para a área de diversão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Refleti muito antes de publicar este trabalho no Tu Já Viu por considerá-lo simples demais, mas lembre-se que às vezes é pela simplicidade que resolvemos nossos problemas da melhor maneira. Sempre fui um apreciador do traço japones. Posso dizer que houve um tempo em que só desenhava estas figuras de estilo Manga, que é a forma japonesa de se fazer Quadrinhos. O que me fez mostrar este desenho no blog foi a expressão deste menino que não é triste nem alegre, mas carregada de muita profundidade de sentimentos. Pelo menos é isso que depreendo da imagem sempre que a vejo. Deixo ao meu querido leitor, o julgamento deste pequeno e simples quadro. No que estaria este enigmático menino pensando? Onde andaria a minha cabeça quando produzi "O Menino Azul" em fins dos anos 80?



Por PH

Esta é mais uma pintura de PH, feita durante o curso de Programação Visual da Faculdade da Cidade durante os anos 80. Nesta tela, PH simula o cartaz de uma exposição fictícia de Quadrinhos japoneses. A mostra nunca existiu, de fato, mas permitiu ao artista a começar a fazer experimentações com tinta ecoline e aerógrafo, técnica bastante usada antes do surgimento de programas como o Photoshop. PH aproveitou também para brincar com os caracteres japoneses que aparecem acima da cabeça da garota. As manchas amareladas que já estão aparecendo na imagem com o tempo, não consegiram em nada tirar o brilho desta simpática e loira menininha, se debruçando num parapeito e coberta parcialmente por uma cortina. Este é mais um trabalho que foi desenvolvido enquanto o artista fazia estágio na antiga agência de propaganda MPM que hoje de chama MPM Lintas. Na época, ficava na Rua Dona Mariana em Botafogo em um enorme casarão. Foi lá, que no departamento de artes, PH aprendeu a pintar. Lembramos que naquela época não existia computador e tudo era feito à mão. Bons tempos aqueles!!!!




Para quem está acostumado a nos ver falando apenas de gibis, diriamos assim, "caretinhas", resolvemos relembrar um pouco da antológida revista francesa Metal Hurlant que em 1975 revolucionou o mundo dos Quadrinhos com um time de desenhistas feras como Moeubius, Druillet, Dionne e outros mais. Todos estes artistas surgiram nas páginas desta publicação com desenhos e enredos bastante ousados para a época. Abusando de temas como a ficção científica, a revista foi um verdadeiro marco editorial e acabaria setornando uma espécie de avó da igualmente revolucionária e americana Heavy Metal. Lembramos que esta matéria só foi possível, ao adquirirmos, num golpe de sorte, os cinco primeiro números de Metal Hurlant, comprados ontem no sêbo Baratos da Ribeiro que fica na Rua Barata Ribeiro em Copacabana, entre a Rua Hilário de Gouveia e a Siqueira Campos. Estávamos procurando por estas revistas faz tempo. Agora com o exemplar em mãos, aproveitamos para traduzir do francês, o que dizia o seu editorial: "19 de Dezembro, às quatro horas da manhã, horário local: nos limites de Livry-Gargan e da Floresta de Clichy: enfim reunidos..... Philippe Druillet, o iluminador paranóico, Moebius aliás Gir, aliás Giraud, aliás "o desenhista das mil faces", Jean Pierre Dionet disse grat-grat, vosso servidor....... e Bernard Fakas, vindo colocar um pouco de ordem nos nossos grandiosos projetos e um pouco de alma nas nossas contas; decidiram, simultaneamente e por unanimidade, de só responder a partir de agora pelo nome coletivo de: "LES HUMANOIDES ASSOCIÉS"
_ de reeditar enfim "Le Bandard Fou" este álbum mítico fora de catálogo há muito tempo.......
_de publicar a cada três meses uma revista de ficção científica em quadrinhos ou eles terão de colocar à venda por prazer seus fantasmas podres: aqueles mesmos que você tem em suas mãos feridas ou tratadas.......................
_de preparar muitas outras coisas........Por isso eles trabalharão como bestas, deixando de beber e comer, envelhecerão durante a noite anotando seus pesadelos......e eles procurarão Etienne Robial de Futurópolis que desenhou o título e as páginas.
De agora em diante, presos atrás de uma prancha tamanho Grande-Águia para se abrigar do vento, eles só esperam, gemendo de impaciência, pelo seu veredito".


Alguma vez você ja se sentiu assim? É como se a gente tivesse muitas coisas para mostrar ao mundo e nao conseguisse. Por dentro, um céu azul lindo e lá fora, tudo escuro e assustador. Devia ter uns vinte e poucos anos quando pintei este quadro. Eu sempre tive um monte de talentos, estudei em vários cursos, frequentei diversas faculdades e mesmo assim, não havia encontrado uma maneira prática de ganhar dinheiro com tudo isso ou de fazer que as pessoas me prestigiassem como o artista que agora sei que sou. Aprendia programação Visual na Faculdade da Cidade por volta de 1984 quando arrumei um estágio na antiga MPM Propaganda no Rio de Janeiro. lá, conheci os segredos da tinta Ecoline, além de me familiarizar com a ferramenta aerógrafo. De lá para cá, além de aprender pintura, me tornei locutor de rádio, rádio-ator, empresário, colecionador, estudei Arquitetura na UFF, Construção Naval na Marinha e me meti em muitas outras atividades. Me faltava ainda um canal de expressão onde pudesse expor minhas idéias, me fazer mais conhecido e dividir com as pessoas o que sinto. Talvez encontrasse gente como eu. Esta foi a razão de montar o blog. Não me sinto mais como o garoto da janela. Acho que aprendi que não é o mundo que tem que ir até nós, a gente é que precisa ir até ele.


E finalmente no Tu Já Viu, apresentamos a saga dos Ultras. Desencavamos um antigo programa TOP TV, narrado por PH, com produção de Pedro Peixoto e Richard Kiaw. Confira a origem de todos esses heróis japoneses que no Brasil ficaram conhecidos por apenas três. Quem não se lembra de Hayata, Dan Moroboshi e Ideki Go que povoaram as tardes da garotada em tempos de ditadura militar e hospedaram em seus corpos, respectivamente, Ultraman, Ultraseven e Ultraman Jack (Regresso de Ultraman)? Isso sem falar na Patrulha Científica e no G.A.M. Quem assistia o Clube do Capitão AZA na extinta TV TUPI sabe muito bem do que estamos falando. A verdade é que no Japão existiram muito mais ultras do que se imagina. Confira vários deles nesta super matéria que trazemos para você. Por enquanto, liberamos apenas três partes deste TOP TV exibido nos anos 90, pois foi assim que encontramos na internet. Estamos tentando conseguir um programa inteiro. Enquanto isto não acontece, esperamos que se divirtam com este especial que ficou na história da TV. Agradeço ao usuário do Youtube com perfil Brunoght567, que colocou os vídeos no ar, pois nós não tinhamos mais esta gravação. Pegamos os links dele emprestados. Um dia a gente acerta. He! He! He!







Era o ano de 1976 e eu estava na sexta série do Externato Cristo Redentor na Urca. Viva a Dona Ivone, a eterna diretora do colégio!!! Hoje, se estive viva, estaria talvez com uns 120 anos. Naqueles tempos de ditadura militar, eu e meus coleguinhas de classse só tinhamos além do estudo, o objetivo de completar o Álbum de Figurinhas Galeria Disney, um grande sucesso de vendas que a Editora Abril lançou na época, para desgraça de pais e mães angustiados pelo gasto de seus fihos com figurinhas em bancas de Jornal. A gente sempre sabe que nunca vai completar álbum, mas a teimosia cega não deixa ninguém raciocinar direito, ainda mais quando se tem apenas 10 anos de idade. Pois foi justamente o que aconteceu. O álbum nunca foi finalizado e desapareceu lá de casa. Acho até que se perdeu em alguma mudança. Cheguei a pensar que nunca mais o teria de novo em minhas mãos, mas o destino me colocou frente dele de novo. Eu hoje, dei uma passada na Feirinha da Praça XV com apenas R$ 23,00 no bolso. Foi quando me deparei em uma barraca de velhas bugigangas com aquela visão do céu! Lá estava ele me chamando e gritando pelo meu nome. Não sabia que Álbuns de Figurinhas falavam, até este dia. Na mesma hora, perguntei à vendedora quanto custava a peça e ouvi a triste notícia de que sairia por R$ 30,00, bem mais do que eu tinha no bolso. Já estava voltando triste para casa quando ouvi uma voz feminina falando: Tá bom! Eu faço pelo dinheiro que você tem. Eu sei que tenho 45 anos de idade, mas naquele momento a felicidade que senti me levou de novo aos 10. Agradeço muito à pessoa da feira que me vendeu o livro e que se senbilizou com meu olhar de saudosista pidão, mas devo tudo à dona original que ao se desfazer desta pérola, me proporcionou tanta alegria. Na capa da publicação estava escrito: "Pertence à Ana Cristina". É por causa dela que estou escrevendo esta matéria agora. Tirei a sorte grande, pois o livro estava completo com todas as figurinhas e vale bem mais do que paguei por ele.


Nem os fumantes escaparam ao traço observador de PH na exposição "Deu a louca nos Super-Heróis", realizada em fins dos anos 90 com pinturas que fez em 1989, inspiradas no universo dos Super-Heróis. A idéia era a de misturar personagens famosos de todos estes gênero em situações diversas. Nesta tela pintada em Ecoline com alguns toques de aerógrafo, PH utiliza a mão do terrorífico Freddy Krueger para mandar um recado óbvio: Fumar faz mal à saúde. Acompanhe regularmente neste blog, outros trabalhos do artista PH que serão mostrados regularmente. Procure mais no tag "Desenhos de PH"


Não, você não está sonhando!!! Estes são os Jetsons, famosos e espaciais personagens de Hanna Barbera em Niterói, estado do Rio de janeiro. Este pouso inesperado de sua nave em terras fluminenses, só poderia ter acontecido em uma das telas pintadas por PH, para a exposição "Deu a louca nos Super-Heróis, realizada em fins dos anos 90 na Aliança Francesa do centro da cidade do Rio. Nesta mostra, o seu também repórter dos Seriados fez uma misturada daquelas entre vários personagens do mundo dos Quadrinhos e desenhos animados. Entre as idéias que teve, não podeia deixar de figurar o Museu de Arte Conteporânea de Niterói que passou estes anos todos, sem perceber que faz parte da fuselagem da nave da família mais futurista da TV.


Imagine se pudéssemos pegar um pouco daqui e dali para criar um mundo próprio, só nosso. E se isso acontecesse também no mundo dos Quadrinhos e dos Super-Heróis. Pensando nisto, PH, uma das mentes por traás deste blog, criou em 1989 uma série de pinturas em tinta Ecoline na qual fundiu completamente o mundo dos Gibis. Todas estas ilustrações fizeram parte da Exposição "Deu a Louca nos Super-Heróis" que teve lugar na Aliança Francesa, flial Antônio Carlos no Rio de Janeiro. Estaremos publicando, regularmente, estes e outros trabalhos do artista. Confira a prancha em que PH mistura o gaulês francês Obelix e Batman. Os direitos originais dos personagens pertencem, respectivamente, às Editions Albert René na França e à D.C. Comics nos Estados Unidos.


Não vou dizer que a idéia é nova pois outro dia no Youtube eu vi algo parecido, mostrando como era a famosa Discoteca Papagaio, templo sagrado da noite carioca entre os anos 70 e 80, situada na Lagoa. Foi aí que pensei se podia criar um vídeo semelhante que mostrasse outras antigas e famosas casas noturnas como a Le Bateau que ficava em Copacabana e era sinônimo de Monsieur Limá e a folclórica New York City Discotheque de Ipanema que depois mudou seu nome para Carinhoso. Áureos tempos aqueles!! Felizmente tive o prazer de beber de quase todas estas fontes em minha juventude, sendo rato de Papagaio. Matinê das quatro da tarde era comigo mesmo. Para fazer este pequeno filme, juntei algumas das capas de disco lançadas por estas boates na época e montei um curto medley com eternos sucessos das pistas. Só faltava entremear tudo com vinhetas da Rádio Cidade FM e terminar apoteoticamente com close na logomarca desta emissora que foi sem dúvida alguma, o divisor de águas do Fm brasileiro. Vamos dançar?




Tentei muito me segurar, mas não teve jeito. Vou precisar dar uma escorregada básica das temáticas principais deste blog que são os gibis e seriados para falar do Long Play da minha vida, categoria que criei neste exato momento. Com vocês, o disco que marcou a juventude do ilustre PH que escreve esta matéria. Eu tinha 13 anos de idade em 1979, quando foi lançado o vinyl Ladies’ Night da banda de jazz/soul/funk Kool and the Gang, e nem tinha ainda dado o meu primeiro beijo na boca. Me lembro muito bem como a canção Ladies Night que também é o título deste disco estava estourada nas rádios FM de todo o planeta. Bastava chegar o domingo para que eu estivesse, com certeza, na matinê do Crocodilus ou Papagaio, duas famosas casas noturnas da noite carioca na época. Ladies’ Night foi o primeiro Disco de Platina do grupo e um de seus maiores sucessos. É bom lembrar que a banda também ficou conhecida por hits posteriores como Celebration, Cherish, Joanna, Fresh e outros mais. Ainda no Mesmo LP Ladies’ Night o Kool and the Gang emplacaria o balanço romântico Too Hot, igualmente maravilhoso. Este disco ficou na história da música pop e por incrível que pareça, venho perseguindo-o desde 1979. Cheguei a botar as mãos em um que havia pedido emprestado para alguém e após devovê-lo, nunca mais tive contato com esta preciosidade. Cheguei a a achar a versão em cd nos anos 90 na loja Modern Sound em Copacabana e acabei cometendo um grande erro ao não comprá-la. Agora, é sonhar com o dia em que encontrarei de novo esta peça rara e colocá-la o mais rápido possível na coleção. As músicas do disco eram: Ladies’ Night, Got to get You Into My Life, If You Feel Like Dancin, Hangin' Out, Tonight's The Night e Too Hot. Conseguirei comprá-lo um dia?


O Capitão Furacão foi uma atração infantil de sucesso apresentada pela Rede Globo entre 1965 e 1968 e é considerado o grande precurssor de tudo que veio depois em termos de programas infantis de TV. Interpretado pelo ator descendente de italianos Pietro Mario, o personagem foi muito popular entre a garotada dos anos 60. Quem assistia ao Capitão Furacão podia ter sua própria carteirinha do programa, era chamado de Grumete e seguia à risca o lema "Sempre alerta e obediente". Quem tem perto de 50 anos ou mais, certamente se lembrará daquele homem de barba branca que ensinava bons valores às criancas e tinha como ajudante a ainda adolescente atriz Elisângela. Infelizmente, este velho e fictício senhor do mares saiu do ar em 1970, quando foi superado em audiência pelo Clube do Capitão AZA, apresentado pelo já falecido Wilson Viana na extinta TV Tupi. Confira no vídeo a seguir, Pietro Mario e Elisângela falando do programa Capitão Furacão numa participação que fizeram no especial da TVE "Um Olhar Infantil" durante o começo dos anos 90.







Yves Rodier nasceu no dia 5 de junho de 1967 em Fanham, Québec no Canadá e começou a desenhar quando tinha apenas dois anos de idade. Atraído desde pequeno pela linha européia de quadrinhos franco-belga, teve nos álbuns de Asterix e Tintin a sua principal influência. O fato de ter o francês como sua primeira língua também foi fator decisivo, pois mesmo estando a milhares de quilômetros da Europa em plena América do Norte, acabou tendo contato com a Banda Desenhada dos artistas mais renomados deste segmento, sobretudo os dos anos 50 e 60. De todos estes mestres, com certeza, o que mais o influenciou foi Hergé, criador de Tintin. Sua paixão por este personagem o levou a desenvolver um estilo semelhante ao do famoso Repórter dos Quadrinhos. O próximo passo seria desenhar um verdadeiro álbum do herói, tarefa que ele executaria com muito afinco durante cinco anos de sua vida, ao finalizar uma aventura inacabada de Hergé, Tintin e a Alpha Arte. Mesmo com um traço muito semelhante ao do original e com um belíssimo trabalho realizado, Yves foi impedido por razões legais de publicar sua obra que passou a circular pela internet e caiu no gosto de vários leitores mundo afora, ávidos por uma nova aventura de Tintin. Graças a esta fantástica notoriedade, acabou conhecendo desenhistas famosos como os falecidos Bob de Moor e Jacques Martin. Todos estes acontecimentos serviram em muito para alavancar a carreira deste artista canadense que hoje possui seus próprios títulos editados. Trabalhou nos gibis de Pignouf et Hamlet pelas Éditions Mille-Îles e em 1996 ganhou o prêmio “Espoir Québec” do Festival de Quadrinhos de Québec por seu trabalho nesta série e por várias homenagens prestadas a Hergé, todas elas sem a aprovação da Fundação Hergé que detém os direitos de publicação de Tintin.


O Jornal Tintin foi um semanário em quadrinhos com persongens franco-belgas, editado primeiramente na Bélgica a partir de 1946. Ao longo do tempo em que existiu, ganhou versões em diversas línguas entre elas o português. No Brasil foram publicados apenas 26 números pela Editorial Bruguera durante os anos 70, enquanto que em Portugal, através da Livraria Bertrand, durou de 1968 a 1972. Apesar de ostentar o nome do famoso personagem criado por Hergé em 1929, esta publicação apresentava além de Tintin, as aventuras de outros heróis europeus famosos como Blake e Mortimer, Michel vaillant, Bernard Prince, Tenente Blueberry e muitos mais. Todos eles tinham suas estórias editadas em capítulos nesta revista. Desta maneira, os leitores precisavam esperar até a semana seguinte para garantir a continuação de cada uma das aventuras do gibi. Também conhecida como "O Jornal dos Jovens de 7 a 77 anos", Tintin chegou ao término em 1993 na Bélgica, no mesmo lugar onde havia iniciado sua trajetória em 1946. Muitos artistas e personagens famosos estrearam e figuraram durante anos neste famoso jornal que deixou saudades. Em Portugal e na França algumas publicações tentaram, sem o mesmo brilho, repetir a fórmula do sucesso do Jornal Tintin. Atualmente, é possível encontrar exemplares da antiga edição brasileira na internet. Quem preferir uma caçada mais emocionante e morar no Rio de janeiro deverá dar uma garimpada nos vários sêbos que existem em torno da Praça Tiradentes onde poderá, por exemplo, se deparar com as edições originais em francês. Boa sorte!


E o Tu já viu está à toda. Conseguimos mais imagens do eterno Wilson Viana, o Capitão AZA. Confira agora, uma entrevista do Capitão à Lúcia Leme, ex-apresentadora do programa Sem Censura da TVE. Este vídeo datado provavelmente de fins dos anos 80 para começo dos 90, foi exibido no Front Page, outro programa de Lúcia neste mesmo canal de TV. Dividimos o vídeo em duas partes:









Ele está de volta ao Tu já viu. Numa participação especial em um especial da emissora carioca TVE nos anos 90 sobre os grandes apresentadores da TV, Wilson Viana, o Capitão AZA, fala da origem de seu personagem mais famoso, criado na TV TUPI para rivalizar com o Capitão Furacão, apresentador infantil da Rede Globo interpretado pelo ator Pietro Mario.









A partir desta matéria, estaremos publicando alguns trabalhos artísticos de PH, como esta prancha única que o artista produziu em 1989. Além deste, vários outros desenhos e pinturas deste locutor, programador musical, ex-empresário, DJ, colecionador, Video-Maker e Repórter dos Seriados serão mostrados aqui, provando que PH ainda tem muito o que exibir no Tu Já Viu. Nesta página solitária idealizada em algum momento instrospectivo do desenhista em fins dos anos 80, reflita como a maioria das pessoas se encontra presa em suas próprias vidas, tentando achar alguma solução para se libertar. Será que o Pequeno Joe conseguirá sair de sua prisão? Será que você conseguirá sair também da sua? Divirta-se com esta nova seção que passará a fazer parte de nosso blog.


Humpá-Pá, o pele-vermelha foi mais um herói criado pela dupla francesa Albert Uderzo e René Goscinny, de uma lista de outros personagens que inclui Luc Junior, Tanguy e Laverdure, Jehan Pistolet, Benjamin e Benjamine e Asterix. Devido ao sucesso deste último, seus autores passaram a se dedicar apenas a ele que se tornou um enorme sucesso editorial na França desde 1959, data em que o pequeno gaulês surgiu. Enquanto as aventuras de Asterix se passam em 50 antes de Cristo, mostrando a região da Gália invadida pelos romanos, Humpa-Pá nos leva à uma época bem posterior. A história acontece na América e fala dos primórdios de sua colonizacão, bem antes do tão popular Faroeste, bastante difundido pela indústria cinematográfica de Hollywood entre os anos 50 e 60. Esta América na qual se desenrolam as aventuras de Humpa-Pá é aquela que sofre com os conflitos entre os colonizadores europeus recém chegados e os índios que habitavam os Estados Unidos desde muito tempo. É nesse cenário que um guerreiro pele-vermelha conhece o jovem Humberto da Massa Folheada. Juntos, enfrentam vários perigos que incluem além do próprio branco invasor, a tribo dos Pés-Chatos, inimiga de Humpa-Pá. Este simpático e valente indiozinho despontou no cenário dos quadrinhos em 1951 e apesar de ter tido suas aventuras canceladas, possui seus álbuns ainda editados na França pelas Editions Albert René e em Portugal pelas Edicões ASA. Em terras lusitanas, esta série chegou a ser editada também pela Editorial Íbis e pela Livraria Bertrand. No Brasil, todos os títulos de Humpa-Pá foram publicados pela Bruguera e Editora Record, mas saíram de catálogo. Quem quiser comprar esta coleção, já sabe que terá de procurar os gibis em sêbos (alfarrabistas) ou importar diretamente de Portugal onde se encontram à venda, por exemplo, na cadeia de livrarias Bertrand Livreiros ou em qualquer Fnac.









Strapontam ou Strapontin em francês, é um personagem de quadrinhos idealizado pelo desenhista Berck e pelo roteirista Goscinny, o mesmo que criou Asterix em fins dos anos 1950. Veterano desde 1958 do Jornal Tintin, Strapontam é um motorista de táxi bem diferente do normal. Ele só faz corridas que o levam para os locais mais longínquos, muitas vezes ultrapassando fronteiras. Seus destinos vão desde o Reino De Patatah no Oriente, passando pelo deserto do Texas, chegando até a Escócia onde encontra o Monstro de Loch Ness. Os gibis de Strapontam foram publicados em francês pelas Editions du Lombard de Bruxelas, em português pela lendária Editorial Íbis e em espanhol e catalão pela Jaime Libros. Em espanhol se chamou Florêncio e em catalão, Traspontí. Embora seus livros não sejam publicados há muito tempo, a Editora Le Lombard lançou na Bélgica um álbum reunindo alguns de seus títulos, chamado Strapontin Chauffer de Taxi, e mais recentemente, um outro gibi de nome Strapontin et le Tigre Vert. Strapontam é sem dúvida alguma, mais um grande herói europeu dos quadrinhos que merecia ter, pelo menos, alguma revista publicada no Brasil.


Conseguimos mais imagens da exposição de PH que aconteceu na Aliança Francesa do Centro do Rio de janeiro em fins de 1999. Esta mostra de pinturas na qual o Repórter dos Seriados mistura vários personagens do universo europeu de quadrinhos já foi tema de matéria neste blog. É só procurar pelo marcador "Especiais" e confirir mais deste evento que foi amplamente divulgado pela mídia na época. Veja agora duas reportagens que foram veiculadas na TV. Primeiro mostramos a que foi exibida no programa Video-Show da Rede Globo e em seguida a que passou no canal pago Multi Show. Nesta última, confira OTTA, o eterno desenhista e editor da revista MAD falando sobre o trabalho de PH.





Estamos chegando ao fim de nossa lista de capas favoritas de quadrinhos europeus classificadas por ordem afabética. Com vocês, mais capas adicionadas aqui no TUJAVIU.COM. Esta é a relação de capas iniciadas com a letra Y. Destaques para o suisso Derib criador de Yakari e também para Yves Chaland, desenhista francês de vanguarda que fez muito sucesso nos anos 80, declaradamente influenciado pela Linha Clara de Hergé. Yves morreu prematuramente em 1990 em um acidente de automóvel.



YAKARI - OS PRISIONEIROS DA ILHA




YAKARI E O GRIZZLY



YVES CHALAND - CAPTIVANT



YVES CHALAND - F-52



YVES CHALAND - LA COMÈTE DE CARTHAGE



YVES CHALAND - LE CEMITIÈRE DES ELEPHANTS



YVES CHALAND - LE JEUNE ALBERT




YVES CHALAND - VACANCES À BUDAPESTE




YVES CHALAND INTÉGRALE 1




YVES CHALAND INTÉGRALE 3



YVES CHALAND INTÉGRALE 4

A Dança do Rockefeller Center. A Sétima noite de Verão As Panteras As Viagens Viajantes Asterix bat masterson Bernard Prince Blake e Mortimer brinquedos Broadway. Calvin e Haroldo. Capitão Aza Capitão Furacão Carniça Caçador de relíquias Cinquentenário Disney. Clip saudade anos 70 e 80. Cyborg 009 Daktari Daniel Boone desenhos Desenhos de PH. Editora Vecchi Editorial Íbis Elefante Maya Enlatado na TV Espaço 1999 Especiais Esquálidus. Filmes de Cinema For all - O Trampolim da Vitória Forbidden Planet N.Y. Forte Apache da Guliver Gênio maluco Hazel Homem Aranha hulk Humpá-Pá imagens Japa Boy. Jim Hanley's Universe New York Jogo da Memória. Julia Kool and The Gang. Krusty. livros Louis de Funès e os Gendarmes de Saint-Tropez. Lucky Luke. Manuais da Disney Mary Tyler Moore Metal Hurlant Meu marciano favorito Michel Vaillant Midtown Comics N.Y. Mortadelo s Salaminho Mr. Magoo Muppets national kid Nativa FM O Homem de seis milhôes de dólares. seriados O Ponto de ônibus. Oitavo Homem Os Intocáveis Os monstros camaradas Os Waltons patrulha estelar perdidos no espaço Playmobil. Quadrinhos revistas Ric Hochet robô Gigante Roxy Roller Rádio Cidade Saturnino saudação seriados Shazam Speed Racer Star Trek Stingray Strapontam Super homem Tanguy e laverdure The Sercret Service de Gerry Anderson Thunderbirds Times Square New York. tintin TOP TV Trailer Turma da Praia Túnel do Tempo Ultraman Viagem ao centro da terra videos Violatorix. Yves Chaland Yves Rodier Álbum de Figurinhas Galeria Disney.