Ao contrário de Hergé, o criador de Tintin, que proibiu a continuação das aventuras do famoso Repórter por outros desenhistas após a sua morte, o mesmo não aconteceu com os personagens Blake e Mortimer do belga Edgar Pierre Jacobs, dois heróis ingleses, um deles agente secreto e o outro arqueólogo, respectivamente Philip Mortimer e Francis Blake que percorrem o mundo enfrentando todo tipo de perigo, entre eles, o maior vilão da Banda Desenhada franco-belga, Olrik, que está por trás da maioria dos problemas encarados por estes dois veteranos dos Quadrinhos. Após o falecimento de Jacobs, antigo colobarador de Hergé, em 1987, vários artistas já retomaram as aventuras destes dois charmosos heróis dos gibis europeus. O texto já passou pelas mãos de Jean Van Hamme e Yves Sente. O desenho também variou de autores como Bob de Moor, Ted Benoit e André Juillard que revezam, à exceção de Bob de Moor já falecido, a confecção de novos álbuns. Infelizmente, uma tragédia se abateu sobre a saga de Blake e Mortimer. Faleceu em 2006 o renomado desenhista René Sterne que desenhava um novo volume da série com o título de "A Maldição dos Trinta Denários". A conclusão do livro teve de ser feita por sua igualmente e talentosa esposa Chantal de Spiegeleer. Foi um momento de muita tristeza para o mundo dos Quadrinhos europeus, pois René era um desenhista muito querido, autor da maravilhosa série Adler. Superado este infeliz acaso do destino, as edições ASA lançaram recentemente esta nova aventura de Blake e Mortimer, que pela primeira vez, envolve um mistério relacionado aos tempos de Jesus na Terra. Não vamos contar mais para não estragar a surpresa de quem for ler o álbum à venda em português, somente em Portugal. Curiosamente, existem duas versões de capas diferentes que mostramos neste artigo. A de cima é a vendida nas livrarias e a de baixo, a encontrada apenas nas lojas Fnac. Nós do Tu já Viu, acabamos de terminar a leitura de "A Maldição dos Trinta Denários e segundo nossa opinião, é um dos melhores de todos os temos. Para nossa felicidade, é apenas a parte um e a conclusão já está sendo ansiosamente esperada. Vamos torcer para que seja editada o mais rápido possível!!
Refleti muito antes de publicar este trabalho no Tu Já Viu por considerá-lo simples demais, mas lembre-se que às vezes é pela simplicidade que resolvemos nossos problemas da melhor maneira. Sempre fui um apreciador do traço japones. Posso dizer que houve um tempo em que só desenhava estas figuras de estilo Manga, que é a forma japonesa de se fazer Quadrinhos. O que me fez mostrar este desenho no blog foi a expressão deste menino que não é triste nem alegre, mas carregada de muita profundidade de sentimentos. Pelo menos é isso que depreendo da imagem sempre que a vejo. Deixo ao meu querido leitor, o julgamento deste pequeno e simples quadro. No que estaria este enigmático menino pensando? Onde andaria a minha cabeça quando produzi "O Menino Azul" em fins dos anos 80?
Por PH
Esta é mais uma pintura de PH, feita durante o curso de Programação Visual da Faculdade da Cidade durante os anos 80. Nesta tela, PH simula o cartaz de uma exposição fictícia de Quadrinhos japoneses. A mostra nunca existiu, de fato, mas permitiu ao artista a começar a fazer experimentações com tinta ecoline e aerógrafo, técnica bastante usada antes do surgimento de programas como o Photoshop. PH aproveitou também para brincar com os caracteres japoneses que aparecem acima da cabeça da garota. As manchas amareladas que já estão aparecendo na imagem com o tempo, não consegiram em nada tirar o brilho desta simpática e loira menininha, se debruçando num parapeito e coberta parcialmente por uma cortina. Este é mais um trabalho que foi desenvolvido enquanto o artista fazia estágio na antiga agência de propaganda MPM que hoje de chama MPM Lintas. Na época, ficava na Rua Dona Mariana em Botafogo em um enorme casarão. Foi lá, que no departamento de artes, PH aprendeu a pintar. Lembramos que naquela época não existia computador e tudo era feito à mão. Bons tempos aqueles!!!!
E finalmente no Tu Já Viu, apresentamos a saga dos Ultras. Desencavamos um antigo programa TOP TV, narrado por PH, com produção de Pedro Peixoto e Richard Kiaw. Confira a origem de todos esses heróis japoneses que no Brasil ficaram conhecidos por apenas três. Quem não se lembra de Hayata, Dan Moroboshi e Ideki Go que povoaram as tardes da garotada em tempos de ditadura militar e hospedaram em seus corpos, respectivamente, Ultraman, Ultraseven e Ultraman Jack (Regresso de Ultraman)? Isso sem falar na Patrulha Científica e no G.A.M. Quem assistia o Clube do Capitão AZA na extinta TV TUPI sabe muito bem do que estamos falando. A verdade é que no Japão existiram muito mais ultras do que se imagina. Confira vários deles nesta super matéria que trazemos para você. Por enquanto, liberamos apenas três partes deste TOP TV exibido nos anos 90, pois foi assim que encontramos na internet. Estamos tentando conseguir um programa inteiro. Enquanto isto não acontece, esperamos que se divirtam com este especial que ficou na história da TV. Agradeço ao usuário do Youtube com perfil Brunoght567, que colocou os vídeos no ar, pois nós não tinhamos mais esta gravação. Pegamos os links dele emprestados. Um dia a gente acerta. He! He! He!
Papagaio, Le Bateau, Hippopotamus, New York City Discotheque e Rádio Cidade FM, ícones dançantes dos anos 70 e 80.
Não vou dizer que a idéia é nova pois outro dia no Youtube eu vi algo parecido, mostrando como era a famosa Discoteca Papagaio, templo sagrado da noite carioca entre os anos 70 e 80, situada na Lagoa. Foi aí que pensei se podia criar um vídeo semelhante que mostrasse outras antigas e famosas casas noturnas como a Le Bateau que ficava em Copacabana e era sinônimo de Monsieur Limá e a folclórica New York City Discotheque de Ipanema que depois mudou seu nome para Carinhoso. Áureos tempos aqueles!! Felizmente tive o prazer de beber de quase todas estas fontes em minha juventude, sendo rato de Papagaio. Matinê das quatro da tarde era comigo mesmo. Para fazer este pequeno filme, juntei algumas das capas de disco lançadas por estas boates na época e montei um curto medley com eternos sucessos das pistas. Só faltava entremear tudo com vinhetas da Rádio Cidade FM e terminar apoteoticamente com close na logomarca desta emissora que foi sem dúvida alguma, o divisor de águas do Fm brasileiro. Vamos dançar?
Ele está de volta ao Tu já viu. Numa participação especial em um especial da emissora carioca TVE nos anos 90 sobre os grandes apresentadores da TV, Wilson Viana, o Capitão AZA, fala da origem de seu personagem mais famoso, criado na TV TUPI para rivalizar com o Capitão Furacão, apresentador infantil da Rede Globo interpretado pelo ator Pietro Mario.
Humpá-Pá, o pele-vermelha foi mais um herói criado pela dupla francesa Albert Uderzo e René Goscinny, de uma lista de outros personagens que inclui Luc Junior, Tanguy e Laverdure, Jehan Pistolet, Benjamin e Benjamine e Asterix. Devido ao sucesso deste último, seus autores passaram a se dedicar apenas a ele que se tornou um enorme sucesso editorial na França desde 1959, data em que o pequeno gaulês surgiu. Enquanto as aventuras de Asterix se passam em 50 antes de Cristo, mostrando a região da Gália invadida pelos romanos, Humpa-Pá nos leva à uma época bem posterior. A história acontece na América e fala dos primórdios de sua colonizacão, bem antes do tão popular Faroeste, bastante difundido pela indústria cinematográfica de Hollywood entre os anos 50 e 60. Esta América na qual se desenrolam as aventuras de Humpa-Pá é aquela que sofre com os conflitos entre os colonizadores europeus recém chegados e os índios que habitavam os Estados Unidos desde muito tempo. É nesse cenário que um guerreiro pele-vermelha conhece o jovem Humberto da Massa Folheada. Juntos, enfrentam vários perigos que incluem além do próprio branco invasor, a tribo dos Pés-Chatos, inimiga de Humpa-Pá. Este simpático e valente indiozinho despontou no cenário dos quadrinhos em 1951 e apesar de ter tido suas aventuras canceladas, possui seus álbuns ainda editados na França pelas Editions Albert René e em Portugal pelas Edicões ASA. Em terras lusitanas, esta série chegou a ser editada também pela Editorial Íbis e pela Livraria Bertrand. No Brasil, todos os títulos de Humpa-Pá foram publicados pela Bruguera e Editora Record, mas saíram de catálogo. Quem quiser comprar esta coleção, já sabe que terá de procurar os gibis em sêbos (alfarrabistas) ou importar diretamente de Portugal onde se encontram à venda, por exemplo, na cadeia de livrarias Bertrand Livreiros ou em qualquer Fnac.
Conseguimos mais imagens da exposição de PH que aconteceu na Aliança Francesa do Centro do Rio de janeiro em fins de 1999. Esta mostra de pinturas na qual o Repórter dos Seriados mistura vários personagens do universo europeu de quadrinhos já foi tema de matéria neste blog. É só procurar pelo marcador "Especiais" e confirir mais deste evento que foi amplamente divulgado pela mídia na época. Veja agora duas reportagens que foram veiculadas na TV. Primeiro mostramos a que foi exibida no programa Video-Show da Rede Globo e em seguida a que passou no canal pago Multi Show. Nesta última, confira OTTA, o eterno desenhista e editor da revista MAD falando sobre o trabalho de PH.
Estamos chegando ao fim de nossa lista de capas favoritas de quadrinhos europeus classificadas por ordem afabética. Com vocês, mais capas adicionadas aqui no TUJAVIU.COM. Esta é a relação de capas iniciadas com a letra Y. Destaques para o suisso Derib criador de Yakari e também para Yves Chaland, desenhista francês de vanguarda que fez muito sucesso nos anos 80, declaradamente influenciado pela Linha Clara de Hergé. Yves morreu prematuramente em 1990 em um acidente de automóvel.




